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Sunday, July 26, 2009

Família é pra isso...

... para os momentos de carinho, onde o amor é tanto que aparece nas fotografias:

Vou sentir falta da família. Dos sorrisos do sobrinho, dos abraços do pai, das tretas com os irmãos... de tia Fátima me paparicando, de vó Nilda me contando histórias fantásticas sobre a juventude de meu pai, dos momentos de serenidade com a mãe...

Vou sentir falta, também, das famílias que não as são minhas, mas que me abraçaram como se fossem: família Pepe, Menezes e Pithon...

Vou sentir falta dos amigos que estão comigo sempre, minhas Adagas Voadoras do coração: Pepe, Anuxa e Grazie... E das adagas que já voaram antes de eu voar: Lhulhu, Nanny e Will...

Vou sentir falta dos amigos que eu fiz por último, ou que eu me aproximei de verdade por último, e que eu desejo que houvessemos nos aproximando antes e dos amigos que não vejo tanto quanto gostaria de deveria, mas que sabem que minha amizade é sincera e profunda... tanto tempo desperdiçado não estando juntos: Belle, Dani, Lalai...


Minha despedida é neste sábado, dia 1° de Agosto, espero rever a maioria das pessoas que eu quero sempre perto de mim, mesmo que só em pensamento.

Saturday, July 25, 2009

Talvez última noitada selvagem @ Salvador

Acabo de voltar do Groove Bar, onde assisti ao show dos Miseravão e... surpresa! A festa foi boa pela primeira vez!!!

Talvez tenha sido pelo fato de que a banda e o aniversário de uma irmã gêmea do mau de Claudia Leitte que comemorou aniversário lá(é sério, imagina Claudia Leitte mais feia e vestida de profissional do sexo estilo rock n' roll), mas o lugar lotou como nunca havia lotado antes (pelo menos que eu tenha presenciado)...

Entre amigos e loucuras (sempre posso contar com loucuras quando na presença de Pepe e Grazie), a noite foi mais do que agradável, o que é excelente, já que esta pode ter sido minha última noite de farra aqui em Salvador...

Thursday, July 2, 2009

2 de Julho: A Independência Daquele Jeito Bahiano






2 de Julho, o dia em que mais tenho orgulho. Dia de prestar homenágem á essa terra que é tão cheia de beleza e mistério. Cheia de histórias meias-verdades, meios-mitos. Cheio de heróis tão cheios de humanidade e é isso que é ser Bahia: belezas e cicatrizes na mesma face.

O acontecimento histórico talvez mais surreal e épico da história do Brasil é o do Corneteiro Lopes:

Ao descobrir que na Bahia ainda havia muito mais "Morte" que "Independência" - afinal a maioria das pessoas sérias (ou seja, nós, Bahianos) não deram muita credibilidade à notícia mais do que suspeita de que o Príncipe, Pedro II, em um moménto de fanfarrice, resolveu aplicar uma pegadinha real e Real, proclamando a independência de um país imenso e cobiçado como o Brasil às beiras de um riachinho fajuto chamado Ipiranga, no meio de algum matagal, lá naquela terra onde menino chora e mãe não vê, chamada São Paulo - o Príncipe decidiu enviar umas tropinhas fajutas à Salvador.

Em outubro de 1822, já após a proclamação da Independência do Brasil em São Paulo (que não contou de verdade, afinal foi orquestrada para que o muleque do Pedrinho II fosse lembrado por mais do que intrigas palácianas e falta de traquejo monárquico e militar) chegou à Bahia o militar francês Pedro Labatut (engraçado, até o diabo do militar tinha que ser um europeu mercenário), para dirigir a campanha de libertação. Labatut sitiou a cidade de Salvador, até então dominada pelos Portugueses com três centros de comando: Pirajá, Cabula e Itapuã. Portugal enviou reforços a Madeira de Melo, que atacou Pirajá e rompeu a linha de defesa dos brasileiros em um combate considerado o maior de todo conflito.

Ao pressentir a derrota total, Labatut que não é besta nem nada, ordenou tocar retirada. O corneteiro Luís Lopes (que até hoje não se sabe se era retardado, maluco ou herói), porém, tocou “Avançar cavalaria e degolar”, surpreendendo os portugueses (e os próprios brasileiros). Os libertadores aproveitaram a situação e lançaram uma contra-ofensiva, e usaram da força e da corajem de quem encara a propria morte nos olhos.

Diante da qual os inimigos simplesmente largaram as armas e fugiram apavorados e foram realmente degolados.

Valeu, Corneteiro Lopes, o herói atrapalhado. Afinal, não fossem nossos heróis tão humanos, tão cheios de defeitos, não seria tão fácil de acreditar que a Bahia é mesmo a Bahia de Todos os Santos.

Friday, June 26, 2009

Parabéns, Matheus!


Dia 26 de Junho meu sobrinho lindo do coração, Matheus, completou seu primeiro ano de vida.

O que significa um ano? Riso fácil, olhar curioso, passinhos desajeitados, palavras incompletas...

É uma pena que eu vá ter que ser a tia distante, aquela que só se conhece pelas fotos e cartas e pela ocasional visita. Toda vez que eu voltar para casa vou encontrar um novo Matheus, diferente do que eu vi pela última vez.

Mas por hora eu pude estar no aniversário dele e vê-lo brincar com seus presentes e ficar espantado com a quantidade de balões (graças ao "pequeno" exagero de tia Fátima, a avó mais coruja da face da terra).

Parabéns, Matheus.

Sunday, June 14, 2009

O Mar me chama 2


Comi acarajé e tinha gosto de saudade.

Mas essa pré-saudade é uma saudade boa... Significa que eu já estou me preparando antecipadamente pra partir. Significa que eu quero ir. Significa que eu mal posso esperar para ir.

(esse parapaint passou bem do meu lado. Foi emocionante, de uma certa maneira, mas tive medo que ele fosse cair em cima de mim)

Friday, June 12, 2009

O Mar me chama

Eu moro em Salvador, uma cidade a beira-mar. Nasci e quase sempre morei em Salvador, a cidade a beira-mar. As estradas se guiam pelo desenho da costa e eu me guio pelas estradas e, mesmo assim, na maioria das vezes não olho para o mar que é lindo. Há vezes em que é verde-esmeralda, há vezes em que é azul-royal. Há vezes em que é um dégradé de azuis e verdes, há vezes em que se confunde com o céu de tão anil ou de tão cinzento.


O que importa é que é lindo e ilumina a cidade tanto quanto o céu azul.


Hoje eu quis ficar perto do mar como uma perdida quer achar a própria casa.
Sobre a areia da praia o céu estava cheio de nuvens, e mesmo assim o sol brilhava entre uma promessa de tempestade e outra. Nunca gostei de andar na praia, mas hoje andei como se estivesse voltando para casa. Obstinada, eu me tornei incansável.
E então, entre uma concha e outra, descobri porque o mar estava me chamando: ele queria se despedir de mim e eu queria me despedir dele.


Cada concha foi um adeus... para a areia morna que acaricia os pés, para o sol que esquenta e queima a pele de uma maneira tão deliciosa, para a imensidão azul que sempre guiou meus caminhos (e os caminhos dessa cidade), para a bahianidade, para a maravilha que é salvador.